
Morte de adolescente reacende apelos para banir cenas de “choking” em pornografia
A morte de uma adolescente voltou a colocar em cima da mesa os pedidos para proibir a representação de “choking” em pornografia. A tragédia, que as autoridades acreditam estar ligada a estrangulamento sexual, surgiu meses depois de o Reino Unido ter proibido pornografia que mostre esta prática.
O estrangulamento sexual, conhecido informalmente como “choking”, tornou-se popular entre adultos dos 18 aos 35 anos, apesar do risco de lesões graves, danos cerebrais e morte. Debby Herbenick, investigadora na área, alerta que a pressão sustentada na frente e nas laterais do pescoço pode provocar coágulos, AVC, lesões nas artérias carótidas, problemas de visão e danos cerebrais cumulativos.
Segundo a mesma investigação, muitos jovens passam a ver esta prática como normal através de pornografia, memes, entretenimento ou até música. Já do lado da indústria, há quem defenda que banir as imagens não resolve o problema e que o essencial é falar de consentimento, educação sexual e literacia mediática.
Na Austrália, o Governo está a estudar uma eventual proibição de cenas pornográficas com choking. O debate intensificou-se depois de uma jovem de 16 anos em Sydney ter perdido os sentidos após, tudo indica, ter sido estrangulada durante sexo pelo parceiro da mesma idade. A investigação continua.
Herbenick sublinha ainda que o risco aumenta quando não há consentimento, lembrando que a estrangulação é um dos mais fortes indicadores de homicídio em relações abusivas. Para a investigadora, o foco deve estar também na conversa entre pais e filhos sobre os perigos desta prática.
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