Marvel’s Wolverine é considerado apenas “okay” e fica aquém dos jogos Spider-Man da Insomniac
Marvel’s Wolverine foi avaliado como um jogo apenas “okay”, com a sua ação a perder força antes do fim e a história a acabar por fazer grande parte do trabalho.
O retrato de Logan é um dos pontos mais elogiados. A interpretação de Liam McIntyre e a forma como o personagem é animado ajudam a dar peso a uma versão do Wolverine com mais profundidade emocional, sobretudo nos momentos de maior intimidade com outras personagens.
Também há destaque para a relação com Jean Grey, além de encontros com Mystique e Sabretooth, que ajudam a sustentar os momentos mais fortes da campanha. Ainda assim, o jogo é apontado como demasiado dependente dessas cenas, com pouca margem para desenvolver vários elementos do elenco.
No combate, a experiência começa de forma sólida e satisfatória, com golpes rápidos, parries, esquivas e finalizações brutais. Mas a falta de progressão ao longo das cerca de 15 horas da campanha faz com que a fórmula se desgaste cedo, especialmente perante a grande quantidade de inimigos e o design repetitivo dos encontros.
As missões decorrem muitas vezes em corredores que abrem para arenas simples, com pouca variedade estrutural. Existem bosses e alguns momentos mais cinematográficos, mas são descritos como pouco frequentes. Fora da ação, a linearidade, os colecionáveis e os pequenos desafios acabam por oferecer pouco mais do que um ritmo irregular entre sequências mais intensas e momentos de calma.
No balanço final, Marvel’s Wolverine é visto como um jogo com base sólida, mas sem algo verdadeiramente especial por cima. O resultado é uma aventura correta, sustentada por bons momentos de personagem, mas abaixo dos melhores trabalhos de super-heróis da Insomniac.
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